No Mês das Mulheres, a ACEMBRA e o SINCEP destacam a presença e a contribuição feminina na evolução do setor do luto.
Durante a live especial da nossa programação de março, Fabiana Oliveira compartilhou reflexões sobre liderança, desenvolvimento de equipes e os desafios da gestão em um segmento que exige sensibilidade, responsabilidade e preparo.
Sua visão reforça a importância de investir em qualificação, fortalecer a liderança e promover ambientes profissionais cada vez mais preparados para atender às demandas do setor. Confira os detaques:
Como você avalia a evolução do setor nos últimos anos?
“A gente aprende todos os dias com colaboradores, com os clientes e com o próprio mercado. O setor do luto está cada vez mais aquecido, com muita inovação e muitas oportunidades de evolução. É um segmento que está se modernizando e se abrindo cada vez mais para novas práticas de gestão e tecnologia […] Outro ponto muito importante é a representatividade feminina. Cada vez mais vemos mulheres assumindo posições de liderança, participando de eventos e contribuindo para a evolução do setor.”
Quais competências são indispensáveis para atuar com excelência no setor?
“O autoconhecimento é fundamental. Quando você investe em autoconhecimento, você aprende primeiro a lidar com você mesmo. Isso desenvolve habilidades importantes como comunicação, empatia, inteligência emocional e maturidade […]Além disso, a capacitação contínua é essencial. Não existe momento em que o profissional possa parar de aprender. O mercado evolui o tempo todo e exige que a gente esteja sempre se atualizando […]Habilidades como escuta ativa, paciência e capacidade de compreender o outro são indispensáveis quando trabalhamos com pessoas e com momentos tão sensíveis da vida.”
O que caracteriza uma liderança preparada para os desafios atuais?
“Exercer liderança no setor do luto é trazer sensibilidade, mas também firmeza quando necessário. Liderar não é fácil, porque exige muitas habilidades e uma grande responsabilidade com as pessoas e com a organização […] A liderança precisa transmitir segurança. As pessoas precisam olhar para o líder e sentir confiança nas decisões que estão sendo tomadas […]A sensibilidade não é fragilidade. Pelo contrário, é uma fortaleza que permite compreender melhor as pessoas e tomar decisões de forma mais equilibrada.”
Quais são os principais desafios estratégicos para o futuro do setor?
“O setor do luto ainda tem um grande potencial de crescimento e profissionalização. Precisamos investir cada vez mais em capacitação e desenvolvimento das equipes […] Muitas vezes as pessoas chegam ao setor sem formação específica, então cabe às empresas desenvolver esses profissionais e prepará-los para atuar com qualidade e responsabilidade […] Ouvir quem está na linha de frente é fundamental. São essas pessoas que vivenciam o atendimento todos os dias e trazem percepções importantes para melhorar processos, treinamentos e serviços.”

